Uma nova estação de rádio foi lançada no Reino Unido, dando acesso ao público por redes de televisão.

Ela é uma inovação chamada de Upload Radio – uma rádio de carregamento pela internet.

Radio em upload?

A Upload Radio permite que qualquer pessoa carregue, ou seja, envie um programa de rádio para a estação

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As transmissões das estações são realizadas em Digital Audio Broadcasting – DAB e estão disponíveis online (ao vivo e sob demanda) pela plataforma Radioplayer (um aplicativo disponível para se ouvir mais de 400 emissoras de rádio).

Como funciona?

Os programas passam por um processo de aprovação manual, para garantir a aderência às regras de transmissão do Reino Unido.

Os “Shows” (nome dado aos programas) podem conter música, uma vez que a estação detém licenças de transmissão e música; ou pode ser a retransmissão de podcasts, infomerciais ou outros tipos de programação.

A disponibilidade de programas de música, e sua disponibilidade dentro Radioplayer, promove o Upload Radio de maneira mais atraente para um gênero mais amplo de programação do que um podcasting, por exemplo.

Matt Deegan é o fundador da Upload Radio e diretor criativo da empresa Folder Media, e em entrevista à revista RADIO Magazine explicou como as estações funcionavam: “A plataforma é um aplicativo da web que permite que as pessoas se inscrevam e façam upload de seus programas. O aplicativo gerencia todos os elementos de usuários, shows, episódios e agendas, que também fornece as regras para o sistema, integrado ao pagamento de US$ 25 (vinte e cinco dólares) para programas ao vivo e/ou sob demanda ( on-demand).

E continua:

“Construímos a plataforma como algo que pode ser implantado para outros mercados. Você pode replicar o que estamos fazendo com o Upload Radio em DAB, HD ou rádio analógico em qualquer lugar do mundo, ou usá-lo para executar uma estação comunitária não comercial para a internet “.

Comercialmente, a estação planeja variar o preço das faixas de transmissão pela demanda, da mesma forma que as passagens de avião.

Quer conhecer? Clique aqui> https://beta.uploadradio.com/

Longe do convívio social, muitos detentos perdem o contato com familiares e amigos. E foi justamente pensando em aproximar a população carcerária não apenas da família e amigos, mas, também, de conteúdos voltados para educação e cidadania, que a surgiu a Rádio Livre.

O projeto, idealizado pela Secretaria da Justiça, é o único no país a levar conteúdos como direito, educação, cultura, esporte, religião, psicologia, capacitação e entretenimento para quase 6 mil presos das Casas de Privação Provisória de Liberdade II, III, IV e de Caucaia, da Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo (Pacatuba) e do Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa (IPF).

“A rádio foi apadrinhada pela Secretaria da Justiça em 2009 e começou pela CPPL2. Naquela época só transmitia música religiosa ou clássica. Além disso, o familiar podia passar uma mensagem, ou o diretor poderia falar com os detentos, chamá-los para fazer algum procedimento, por exemplo. Em 2012 foi criado um estúdio profissional com mesa de som, todo equipado para transmitir uma programação e também para ampliar esse sinal para outras unidades”, explica Felipe Sampaio, jornalista responsável pela rádio.

Atualmente o projeto pioneiro conta com 18 programas funcionando de segunda a sexta, das 8 às 17 horas. Enviando simultaneamente o sinal via internet, a rádio atinge não apenas a população carcerária, que escuta a rádio por meio das  caixas de som instaladas em vivências e corredores das unidades penitenciárias, mas, também, os servidores que podem escutar a rádio via intranet (rede interna de comunicação).

Além de fonte de conteúdos importantes e meio de comunicação entre a direção das penitenciárias e os internos, a Rádio Livre também funciona como meio de comunicação entre os presos e suas famílias. “Funciona assim: vamos até o presídio e os internos entregam bilhetes com recados. Em um dia, em apenas uma vivência do presídio, recebemos em média 200 bilhetinhos com mensagens. Para você ter ideia, um único presídio tem, em média, seis vivências. Então são muitos recados, a gente às vezes não consegue dar conta”, aponta Felipe.

Como um serviço de tele mensagem, os três responsáveis pela rádio ligam para o familiar do detento e entregam o recado. Há, ainda, a possibilidade de o destinatário responder a mensagem, de forma que sua resposta é transmitida no ar, dentro da programação da rádio.

“Outro meio de comunicação usando a rádio é a caixa de recados que cada presídio tem na portaria. Nessas caixas o familiar deposita o recado, nós passamos recolhendo e depois lemos as mensagens para os detentos. Outro modo de se comunicar é o telefone da rádio, o nosso e-mail e, agora, o nosso whatsapp. Com essa nova ferramenta o familiar pode enviar uma mensagem toda pronta, gravada em áudio, inclusive, o que permite o detento escutar a voz do remetente”, destaca.

Fonte:http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/segurancapublica/ceara-possui-a-unica-radio-do-brasil-que-transmite-conteudo-so-para-presidios/

 

 

Experimente O locutor da Hora

Publicado: 20 de novembro de 2015 em Uncategorized

Nesta terça-feira, 03 de novembro, ocorreu às 13h30 a disponibilização oficial do Locutor da Hora via download. O fato integrou a programação do I Seminário de Rádio, Tecnologias e Empreendedorismo na Escola, que aconteceu no Salão Azul da Biblioteca Mário Osório Marques, na UNIJUÍ. Na oportunidade, a Professora Vera Raddatz, idealizadora do aplicativo, salientou a aplicabilidade do software como uma ferramenta educomunicativa para a produção do conhecimento. Em seguida, o estudante de Ciência da Computação e desenvolvedor do software, Mathias Berwig, apresentou aos participantes do evento o processo de download, instalação e as funcionalidades do aplicativo.

http://locutordahora.unijui.edu.br/<

Existem atualmente no Brasil 1.781 emissoras de rádio AM. Desse total, 1.386 pediram para migrar para a faixa de FM.

A migração das primeiras 200 emissoras de rádio da faixa de AM para a de FM deve começar até novembro. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (16) pelo secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

Segundo Emiliano, a previsão é de que o processo de migração dessas 200 primeiras emissoras tenha início no dia 7 de novembro próximo, Dia do Radialista, e seja concluído em dezembro.

Depois desse primeiro lote, a mudança de faixa continuará em 2016. Pelo cronograma do ministério, outras 200 emissoras deverão migrar em março do próximo ano, mais 200 rádios em maio, 150 em julho e 144 em setembro, totalizando 894 emissoras.

Mais de mil emissoras demonstraram interesse em fazer a mudança de faixa, mas apenas 39 delas estão com a documentação em dia e aptas a migrar para FM, de acordo com o secretário.

Segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende, a migração interessa a boa parte das emissoras AM. “Em média, 78% das rádios querem a migração. Ou seja, das 1.781 outorgas de rádio AM, 1.386 gostariam de ir para a FM”, disse.

Entre as motivações para a migração, está a baixa qualidade da faixa AM, com mais interferências e ruídos que a banda FM. Rezende disse ainda que será necessário um planejamento para a ampliação da FM.

“Por conta do número de veículos, existe necessidade de aumento das faixas. Em muitas regiões, principalmente nos grandes centros, não caberão todas rádios AM no espectro da FM.”

Para que isso seja possível, será necessário desocupar antes algumas faixas ainda destinadas à TV analógica, bem como adaptar receptores, o que pode levar até cinco anos, segundo o Ministério das Comunicações.

Preço

O ministério ainda está trabalhando para definir os valores que serão pagos pelo radiodifusor para fazer a migração de AM para FM. Para Emiliano, é preciso corrigir uma lacuna representada pela falta de parâmetros claros dos valores do setor de comunicação no Brasil.

“Não temos o valor de mercado de uma FM. Quanto vale uma emissora de TV? Vamos fazer um levantamento junto ao setor para chegar a essa definição”, garantiu.

Para isso, o Ministério das Comunicações está elaborando uma metodologia de cálculo para estabelecer o preço justo das emissoras no mercado. Esse valor será definido com base em um levantamento que está sendo realizado junto ao setor de radiodifusão.

O cálculo do preço mínimo estabelecido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para uma concessão de rádio no município de Anápolis (GO) deverá ser usado como parâmetro. Além disso, o ministério também discute o assunto com a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

Fonte: Ministério das Comunicações, com informações da Agência Brasil

Nova pesquisa do IBOPE que detalha o consumo de rádio no Brasil

Se você trabalha em rádio e não sabe quais decisões tomar em relação a sua emissora, estou postando informações do Ibope Media sobre a pesquisa do consumo de rádio no Brasil, em 13 importantes regiões metropolitanas do país, com alguns comentários.

O instituto aponta que 89% da população brasileira consome o meio rádio.

“Não se esqueça do poder de influência, pois quase todo mundo ouve rádio. Lembre-se disto na venda de espaços comerciais entre outros”.

O levantamento apontou alguns detalhes que explicam o atual momento de alguns universos de rádio além de traçar um perfil do ouvinte e dos hábitos de consumo do meio.Segundo o estudo, 53 milhões de brasileiros consomem rádio, sendo que a maior faixa etária é a de 30-39 anos (28% do total).

Outra dica. Agora para os programadores e diretores de programação:

“Se um ouvinte tem 30 anos de idade e começou a ouvir rádio e/ou teve interesse por música aos 15 anos de idade “hipoteticamente”. Faça uma projeção. 2015 menos 15 anos é igual a 2000. Logo, uma seleção de músicas (Playlist) entre 2000 e 2010 são das músicas que marcaram esta geração. Os famosos Flash-backs.”.

Entendeu programador de rádio? É simples e lógico. Notou que o público jovem não está ouvindo rádio com tanto interesse como nos anos 1980? Lembre-se que pessoas com mais de 30 anos de idade têm poder de compra e explore este segmento.”

A região metropolitana de maior tempo médio de consumo do ouvinte é Vitória com 4 horas e 39 minutos, seguida por Goiânia (4h38), Recife (4h36) e Fortaleza (4h27).Os menores valores de tempo médio foram registrados em Brasília (2h56) e Campinas (2h58). São Paulo, principal mercado do país, conta com um tempo médio de 3 horas e 50 minutos.

Mais uma dica: Se uma rádio toca 40 músicas (em um Play-list) com 4 minutos,em média por música gravada (era assim que fazíamos no Sistema Globo de Rádio), basta somar: 40 x 4 minutos. 160 minutos, ou seja: em 2 horas e 40 minutos sobra tempo para que se escute todas as músicas atuais, se o seu formato de programação é o Top 40 (Só Sucesso). Logo, a escolha das músicas tem que ser criteriosa, assim como os programas e as notícias. Reflita em relação ao tempo médio. Se você errar já era…

O alcance médio do rádio também é algo que chama a atenção da pesquisa, mostrando o impacto da mídia rádio perante a população de cada região metropolitana pesquisada. Acompanhe os valores: São Paulo (88%), Rio de Janeiro (88%), Brasília (88%), Belo Horizonte (94%), Curitiba (89%), Porto Alegre (93%), Recife (89%), Salvador (88%), Fortaleza (94%), Florianópolis (89%), Goiânia (85%), Campinas (89%) e Vitória (93%).

Notou que todo mundo gosta de ouvir rádio? Mesmo com o momento de transição… Rádio no computador, no celular, a digitalização, a Frequência Modulada Estendida… Parabéns para todos os radialistas ! Os números são impressionantes, mesmo com o impacto das Novas Tecnologias !!!

Quando perguntado: “Quais os tipos de programas que não podem faltar em uma rádio para ser ouvinte?”.

Em primeiro lugar com 65%: Notícias / Prestação de serviços e depois em segundo: sequência de músicas sem intervalos com 47%.

Uma mudança em relação ao século passado. Hoje, a notícia é muito importante para a audiência de rádio. Infelizmente, no passado o jornalismo em rádio era cópia de impressos do jornal diário.

Outros destaques: 19% – Religioso; 18% – Esportes; 18% – Variedades / Humorísticos

11% – Entrevistas / Opiniões; 7% – Participação de ouvintes / Promoções.

Também a pesquisa do IBOPE destacou como as pessoas acessam o meio:

– 65% acompanham o veículo a partir de aparelhos comuns (receptores portáteis, rádio relógio, etc);

– 24% em rádios para automóveis; e

– 16% em telefones com recepção de sinal FM.

Esta resposta afirma que se o meio Rádio conseguir atingir a preferência dos jovens, daqueles com menos de 30 anos através dos milhões de celulares espalhados nas 13 capitais: haverá uma revolução.

E você, o que achou?

Fonte: Target Group Index, da Pesquisa Regular de Rádio e do Monitor Evolution e http://tudoradio.com/noticias/ver/13661-panorama-ibope-media-divu<

Temos hoje no Brasil, com exceção do mercado regional, conhecido como sertanejo, o nosso Country Music, uma estabilização em relação ao formato de programação das rádios e sua proposta de investir no segmento mais popular do Brasil.

Quem conhece o interior de São Paulo, Minas, Goiás, Tocantins entre outras cidades sabe do que eu estou falando em termos musicais. Mas, aqui, na grande capital, que é a motora da divulgação da música e da cultura, sabemos que as coisas continuam a mesma coisa,ou seja, em suma temos emissoras que tocam músicas antigas (flash-backs) com o medo de lançar novas músicas ou músicas novas!

O cenário é nebuloso, já que novos artistas se veem obrigados a injetarem verbas de promoção para divulgar seus produtos, em um forma simples de oficializar o “jabaculê” na rádios em FM. Quem é do Meio sabe bem do que eu falo.

Música nova só se pagar para se ouvir no Rio de Janeiro, mercado que conheço desde 1980, incrível, mas isto é institucional nos principais veículos de comunicação das grandes capitais… A métrica é esta. O que é novo é aposta, e pode ser arriscada… Por isto tem preço. Basta ter dinheiro para a promoção, em uma forma de oficializar a comercialização na Indústria Cultural ( o que não diria Adorno…).

suport the music

Alguns que estão lendo este post, sabem que fui programador de uma emissora que foi líder no Rio de Janeiro, com 52% da preferência em 1985. Época que recebíamos discos importados e escolhíamos as músicas a serem tocadas na Rádio 98 FM.

Naquele período, romântico diga-se de passagem, lançamos os novos discos de Michael Jackson; Madonna, por exemplo, e criamos o movimento do Rock brasileiro, este que se está comemorando com o Circo Voador.

Lançamos artistas como R.P.M, Kid Abelha, Titãs, Barão Vermelha. Tudo com o apoio de profissionais de divulgação das gravadoras que nos forneciam os lançamentos musicais das gravadoras. E para quem não sabe, as gravadoras tinham o departamento de divulgação, que era responsável pelo acesso às novas músicas. Hoje, isto não existe mais.

Bem, se havia “jabaculê” seriam pueril dizer que não.

Mas, se um programador errasse na escolha das músicas a serem tocadas na emissora, poderia perder pontos de audiência e: consequentemente o emprego.

Apostar em música nova era no mínimo estratégico, ora para a audiência, ora para a manutenção do posto de trabalho de programador de rádio (ou coordenador e/ou diretor).

Nós com 52% de audiência no IBOPE, comprovamos que era possível lançar novos produtos, desde que dentro da proposta de programação da emissora, que era popular.

Tocávamos na Rádio 98 FM (esta que você ouve atualmente como Rádio Globo) os gêneros musicais populares. O que hoje é chamado de eclético, com o rótulo de sucesso.

Aliás, o nosso slogan dizia tudo: “Só Sucesso”.

Mas, mesmo assim, lançávamos uma música nova por semana e esperávamos os resultados através dos pedidos de “ouvir de novo” pelos ouvintes através de pesquisa pelo telefone.

Hoje, não temos emissoras que apostam em lançamentos musicais; nem divulgadores; nem pesquisa de vendas no varejo; e talvez nem pesquisa de telefone… O que temos é uma repetição da fórmula dos anos 1980.

Acredite.

Todavia, o interessante, é que em uma pesquisa feita pelo IBOPE há 3 anos, uma das perguntas feitas aos ouvintes do meio RÁDIO tratava do questionamento acerca de ouvir rádio, e a grande maioria aqui e nos Estados Unidos afirmou que : ouvia uma rádio para  descobrir novas músicas.

Irônico no mínimo se ligarmos nas rádios do Rio de Janeiro…Piada de mau gosto. Só sucesso em Flash-back… Cansado de guerra em todos os gêneros musicais.

E continuando a provocação, pergunto: – você conhece alguma emissora, na Pós-modernidade, que toca música nova sem inserção promocional ou comercial, já que o “jabaculê” está institucionalizado?

Bem, em Nova Iorque há uma emissora que toca lançamentos musicais.

O nome da rádio é WFUV.wfuv

Uma rádio universitária, aliás, onde lá estive em 1992, em Fordham quando estudava “English as a Second Language”… Notei que era uma rádio para o público jovem, que gosta de música diferente sem abrir mão da informação.

O Slogan da ‘WFUV 90,7 FM: ” sua fonte de música nova”

Uma emissora com o formato não-comercial, de serviços de comunicação pública, pertencente ao Serviço Público de Rádio americano. E que recebeu o reconhecimento nacional pelo seu formato de programação.

E logo vem a pergunta: “Grana do Governo? – ” Nem pensar”. Você me pergunta, e como eles consegue faturar?                                         radio alternativa

Fórmula simples…

Com o recebimento de doações de ouvintes, artistas, bandas e todos aqueles que apostam no formato do acesso aos lançamento de novos artistas. Não tem “jabaculê” ou “Payola”, se você que saber se existe a prática nos Estados Unidos…

Leia no banner acima, note que eles dão inserção de anúncios grátis, para aqueles que apostam (Enter here to win a FREE week of spots on WFUV) na programação… 

A WFUV foi premiada por incluir notícias locais e esportes, e uma programação que gêneros musicais do Indie rock, electro, mundo, dança e outros híbridos musicais no seu mercado. E por incrível que pareça a rádio toca músicas de sucesso e flash-backs, também, como complemento e não como suporte aos lançamentos.

E aí? Ou seja, e aqui?

Ouviu algo parecido no Rio de Janeiro? Você aguenta ouvir Eric Clapton em “Tears in Heaven” ou o saudoso Roberto Carlos, ou… Ana Carolina… As mesmas músicas de sempre…

Com o slogan – Do Jeito Que Você Nunca Ouviu – a estréia da estação de rádio Apple será dias 30 de junho com a presença de um trio de DJs liderados pelo ex-discotecário  neo-zelandês da BBC de Londres: Zane Lowe, que contará em seu conteúdo de programação entrevistas com Eminem e, ícones da indústria da música.

 

O DJ da BBC Zane Lowe irá liderar o conteúdo ao lado de Ebro Darden, da rádio nova-iorquina Hot 97, e de Julie Adenuga, de Londres.

As transmissões serão de Londres, Nova Iorque e Los Angeles.
zanelowe

Entre artistas e celebridades que terão os próprios programas de rádio de uma ou duas horas estão Pharrell Williams, Drake, St. Vincent, o líder do Queens of the Stone Age Josh Homme, Disclosure e Jaden Smith.

A Rádio Beats 1 chega com o apoio da Apple Music, e ambos provavelmente promovem o lançamento oficial do iOS 8.4, que irá fornecer as bases de software para ambos os serviços de streaming.

A Apple está oferecendo uma versão gratuita da Apple Música para todos os usuários para os primeiros três meses, e que custará 10 dólares, por mês. A rádio estará disponível para todos os usuários com login em uma ID da Apple de graça.

O link para ouvir a rádio> https://www.apple.com/br/music/radio/<

O rádio e seu imenso ponto de interrogação

Leia o texto de Anderson Cheni e o cenário da Copa América

Há anos venho destacando a queda de audiência, de faturamento e, principalmente, de qualidade do meio rádio.
E a cada novo evento como a Copa América, por exemplo, observamos que as exceções nos grandes centros vão diminuindo e não preenche uma mão sequer o número de emissoras que conseguem se destacar na cobertura.
Afinal, os direitos de transmissão são caros, alguns afirmam que passam de R$ 120 mil (que são parcelados). E esse valor é só para transmissão de rádio; se quiser transmitir na internet, os valores podem passar dos R$ 70 mil após a conversão do dólar.

Quando é feita a soma com a despesa por pessoa para cobrir o evento, a conta assusta até os grandes grupos de comunicação.

Por isso, poucos profissionais foram enviados para o Chile (lista ao fim da coluna). Mas será que vale a pena investir na cobertura do evento?

E se a emissora não fizer, vai prejudicar o conteúdo e a marca da emissora? E se virar rede, vai perder a identidade?

Vale a pena investir na seleção brasileira diante de tantos desgastes com o torcedor?

São várias as perguntas que a direção e, principalmente, o departamento comercial fazem antes de tomar uma decisão. E a decisão pode pesar quando o carro-chefe da emissora é a notícia e o futebol.

economia-burra

Pesquisas que definem o público-alvo podem ajudar.

Todos sabem que ouvir a transmissão com a equipe local pesa a favor.

Se tiver um sotaque diferente do habitual ou uma voz desconhecida naquela transmissão, o ouvinte tem grande chance de optar pela troca de emissora.

Arriscar em colocar um narrador de uma praça, o comentarista de outra e o repórter in loco pode ser arriscado tanto para a emissora quanto para quem ouve.

Fazer tudo em “tubo” e não tomar cuidado com o som local é dar tiro no pé; a qualidade da transmissão com certeza será questionada.

Optar em não fazer a cobertura arranha a identidade jornalística da emissora, pois para o ouvinte pouco importa se a seleção está jogando bem ou ruim, ele quer ouvir o jogo, o comentarista, o clima etc.

Duro mesmo é ouvir no momento em que a seleção está em campo assuntos como handebol ou a preparação da equipe de judô para o Pan-Americano.

Ignorar a competição no domingo, dia mais importante do futebol, é algo triste, digno dos atuais “gênios” que como um câncer vão matando lentamente o já combalido meio rádio.

A chamada “economia burra” se encaixa no atual momento. Mesmo assim, vamos torcer por dias melhores. E viva o rádio!

Segue, abaixo, o levantamento feito pelo colega Edemar Annuseck com os profissionais e as emissoras de rádio brasileiras que estão cobrindo a Copa América no Chile:

Com mais de um profissional…

Itatiaia – Belo Horizonte: Milton Naves (narrador), Leonardo Figueiredo (comentarista), Wellington Campos e Bruno Azevedo (repórteres) e Cláudio Ribeiro (diretor-presidente da emissora).

Verdes Mares – Fortaleza: Kaio Cezar (narrador), Paulo Cezar Norões (comentarista), Ricardo Mora (repórter) e Altevir Mossoró (técnico).

Clube do Pará: Valmir Rodrigues (narrador) e Paulo Fernando (repórter).

Metrópole – Salvador: Salomão Batista (narrador), Renato Lavigne e Marinho Júnior (repórteres).

Com Somente repórteres…

Transamérica – São Paulo: Ivan Drago.

Gaúcha – Porto Alegre: José Alberto.

Globo – para a rede: Rafael Marques.

Tupi – Rio de Janeiro: Wilson Pimentel

Manchete – Rio de Janeiro: Osires Nadal

Nota  —  Publicado: 23 de junho de 2015 em Uncategorized

A programação de rádio do futuro

Publicado: 16 de junho de 2015 em Uncategorized
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A programação de rádio do futuro

Radio programming of the future

Segue a tradução livre do texto de Tommy Ferraz, diretor de rádio, com as previsões dele em novo cenário de rádio com a chegada da Rádio Beats 1, da Apple.beats_one

Se você é um diretor de programação de rádio, um produtor ou um comunicador de rádio, eu aposto agora que você já imagina possibilidades sem fim com a chegada de uma emissora de rádio da empresa de Steve Jobs.

Vamos juntos as fantasias. Mas, deixe-me dizer que eu sei antecipadamente do que penso, pois estou com alguns predicativos em mente sobre o assunto.  

Inteligência artificial e padronização

Com cada inserção de saída, trocas de volume, compartilhamentos ou compras, a Apple, já deve ter aprendido sobre o comportamento e gostos de cada usuário do rádio, um ouvinte diferente do rádio tradicional. Que está em extinção.

Com base nisso, muitas possibilidades podem se tornam inteligentes e se começar uma oferta especial de serviços para os consumidores de rádio como recomendações (sugestões); a automação de tipos de música e/ou de conteúdo falado; seleção de conteúdos não utilizados (ainda); e principalmente conexões entre ouvintes que tenham gostos músicas semelhantes; etc.

Eu antecipo que a Apple poderá, logo é necessário que estejamos prevenidos. É importante salientar que a empresa de Jobs foi bastante objetiva, até aqui, na sua trajetória em colocar o foco no toque humano das coisas.

Para eles os algoritmos (da linguagem dos computadores) não podem promover decisões emocionais. Logo, não se pode dizer que a Apple não use a emoção em seus negócios.  

Engajamento dos ouvintes mais rápido do que nunca: no ar, medido e aprendido

Sim! Esta é a parte favorita quando penso no rádio. O pessoal da Apple, por exemplo, fala sobre instrumentos de medições, expertises, a paixão pela música, a força de conectar milhões pessoas em volta do globo.

O negócio da empresa é conteúdo que surpreenda, em se tratando de uma boa programação, de um rádio de engajamento. E esse será o novo modo onde à nova mágica de pesquisa de audiência de rádio que existirá.

Haverá impacto de criatividade em uma emissora de rádio como consequência pela paixão pela radiodifusão na nova emissora da Apple. Noto por exemplo, que pela primeira vez haverá um novo caminho para os novos artistas… , através da rádio Beats 1.

Os ouvintes aumentarão o volume nos lançamentos musicais em conjunto. E isto é mágico! Será uma grande escala no lançamento de novas canções.

A previsão é que a rádio Beats 1 tenha 20 milhões de ouvintes em um tempo de audição de 10 minutos (tomando como base o mercado da China… grifo meu).

Um sonho para um diretor de programação ou um produtor de rádio! Imagine para um artista. A Beats 1 poderá medir a reação de cada ouvinte (on line) sobre o que vai ao ar, através de uma mensuração rápida  e aprimorada em como promover o engajamento da audiência.

Consequentemente, em pouco tempo aprenderá a traduzir a paixão de seus ouvintes.

 

Mas, e o que dizer da sua estação de rádio tradicional?

Meus colegas do Rádio, eu acredito que o momento é bom.

Eu tenho boas notícias para você: esta forma acelerada de ensinar como engajar ouvintes, não é um futuro imaginário de posse única da Apple.

Isto é real, e está disponível para sua emissora nos dias atuais.

Promova o engajamento de seus ouvintes o mais rápido possível.

Tommy Ferraz, radialista e um dos fundadores do Voizzup.

Leia o texto original em: http://www.voizzup.com/blog/?p=112

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Sintomas da chegada do Rádio Digital no Rio de Janeiro.

Os ouvintes da Rádio MEC FM do Rio de Janeiro tiveram que avançar um pouco a posição de sintonia da frequência da rádio no mês passado.mecfm_radios-01

A única emissora do Rio de Janeiro dedicada essencialmente à música clássica, em seus 32 anos de 32 anos de transmissões mudou-se no díade de 98.9 megahertz (MHz) e passou a  operar em 99.3 MHz.

A razão é bem simples, já que este é o maior deslocamento de sintonia entre as estações que tiveram suas frequências alteradas nos últimos anos, atende à uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de possibilitar a ampliação do número de rádios na banda FM no Rio de Janeiro.

Esta medida atingiu outras três emissoras de grande porte na cidade, e chega agora à MEC FM, a última das grandes a fazer a migração.

“No nosso caso, a mudança de frequência também abre espaço para as rádios comunitárias do Rio, que passarão a ter um canal oficial, ocupando a frequência de 98,7 MHz, um pouquinho abaixo daquela que a gente ocupava”, explica o coordenador da MEC FM, Thiago Regotto.

O mais importante, segundo ele, é que a alteração de frequência vem acompanhada de um aumento na potência da emissora, pois complementa: “A rádio sai dos 20 Kw e passa a operar em 35 Kw.

Para quem ouve música clássica isto é o máximo.

Você consegue ouvir com um som estéreo digital de altíssima qualidade, sem interferências, um som contínuo”.

fonte:http://www.ebc.com.br/cultura/2015/05/radio-mec-fm-do-rio-muda-frequencia-e-chega-melhor-ao-ouvinte-da-musica-classica